Governo conterá
crédito para apressar
escoamento de arroz
Agência Estado
Os preços do feijão, que triplicaram no varejo por causa dos problemas climáticos que levaram à quebra da safra nacional, só deverão voltar para o nível normal no final do ano. Foi o que informou ontem o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Bolívar Moura Rocha. Ele informou ainda que o governo não vai prorrogar o financiamento ao plantio do arroz, nem fornecerá créditos para sua comercialização. Dessa forma, obrigará os produtores a vender logo a safra, contribuindo para baixar os preços.
‘‘A população pode confiar que os preços vão recuar e que esse problema não representa a volta da inflação ou da carestia’’, garantiu o secretário. ‘‘É um problema temporário, de causas conhecidas e que não representam uma tendência, e o governo está agindo.’
Rocha informou que sinais de queda nos preços do arroz e do feijão já são detectados no atacado, mas ainda não chegaram ao consumidor final. A alta do arroz e do feijão pressionou o preço da cesta básica nas últimas semanas, mas agora os preços já estão estabilizados. ‘‘Mas não é satisfatório, porque ainda estão muito elevados’’, observou. Ele disse que o feijão carioquinha, que custava em torno de R$ 0,90/kg, passou para R$ 2,70.

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