O Programa Emergencial de Aumento de Energia no País prevê a ampliação ou construção de 20 hidrelétricas para aumentar a potência do País em cerca de 6.900 megawatts (MW). O programa, com investimentos no período de 2001 a 2003, foi anunciado ontem pelo ministro de Minas e Energia, José Jorge, na audiência pública conjunta da Comissão de Infra-Estrutura do Senado e Comissão Especial Mista sobre Crise de Energia Elétrica.
Segundo Jorge, já neste ano as hidrelétricas, com obras em andamento, deverão acrescentar 1.116 MW à atual potência instalada. Para 2001, a previsão, segundo o ministro, é de um acréscimo de cerca de 3.000 MW e para 2003, de outros 2.400 MW. Pelo lado das termelétricas a gás, o programa emergencial prevê a construção de 41 usinas, com uma capacidade total de geração de 14.000 MW.
De acordo com o ministro, 15 dessas usinas já estão com obras iniciadas e devem ampliar a geração de energia em 5.475 MW. As demais usinas teriam capacidade máxima de geração de energia de 8.000 MW. Ele explicou que até o final de 2003 as termoelétricas a gás deverão colocar no sistema um mínimo de 10.000 MW de potência. Pelo lado das importações, deverá ocorrer um incremento de 2.770 MW até o final de 2003, com compras concentradas na Argentina e uma pequena parte proveniente do Paraguai e Uruguai. O Brasil já importa 1.050 MW da Argentina.
O Programa Estratégico Emergencial prevê ainda a construção de 5.707 quilômetros de linhas de transmissão, os quais, segundo o ministro, permitirão aumentar o uso das águas no País. O programa inclui também, segundo Jorge, investimentos em energia eólica, programas de co-geração e investimentos em pequenas centrais hidrelétricas com financiamento do BNDES e contrato de garantia de compra da energia por parte da Petrobras (o chamado PPA).
Nos termos do programa, encaminhado na noite de segunda-feira ao presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), ministro Pedro Parente, as obras, uma vez viabilizadas, poderão acrescentar à capacidade instalada de geração de energia no País, aproximadamente 16.500 MW médios, o que possibilitará a transferência de grandes blocos de energia entre as regiões do sistema interligado e o escoamento dessa energia para os grandes centros de carga.

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