Governo confirma data do leilão e preço mínimo
O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, afirmou ontem que é descabida a intenção do Sindicato dos Bancários e Associação dos Funcionários de questionar na Justiça o preço mínimo do banco, avaliado em R$ 434 milhões. Segundo ele, a avaliação foi feita por bancos competentes e credenciados. Se algum item ficou fora da avaliação ele será agregado no ágio de venda, afirmou Gionédis, ontem, para um grupo de empresários da Associação Comercial do Paraná (ACP).
Gionédis se referiu à acusação do Sindicato dos Bancários de que alguns ativos, como os créditos tributários de R$ 1,6 bilhão, foram desconsiderados na hora da avaliação. Só os bancos que forem comprar o Banestado saberão quanto vale o crédito tributário para eles.
Os bancários e ex-diretores que estão contra a venda do Banestado alegam que o preço mínimo do banco deveria ficar entre R$ 700 milhões e R$ 1 bilhão. Entre os que questionam o preço mínimo está o ex-vice-presidente do Banestado, Valter Senhorinho.
Gionédis desqualifica as críticas. Nem eu, nem ninguém pode questionar o preço. Ele foi definido por dois bancos altamente credenciados e escolhidos por licitação, afirmou.
Na sabatina dos empresários, Gionédis procurou mostrar a eles que a venda do Banestado foi a única saída encontrada pelo Estado e que não há a mínima chance para mudança na data. Ele lembrou ainda que atrasar a privatização representa pagar multa mensal de R$ 14 milhões em média.
BanespaA data do leilão de privatização do Banespa foi marcada ontem para 20 de novembro. O preço mínimo de venda e as demais informações do edital só serão divulgadas hoje pelo diretor de Finanças Públicas e Regimes Especiais do BC, Carlos Eduardo de Freitas.





