Vânia Casado
O governo federal anunciou a compra de 120 mil toneladas de trigo em AGF, para recuperar o preço do produto, que está abaixo do preço mínimo de R$ 157,00 a t. Apesar de a iniciativa permitir a desova de parte dos estoques do produto em poder das cooperativas no Paraná e Rio Grande do Sul, elas insistem na reativação dos PEPs - Prêmio de Escoamento do Produto. A expectativa do mercado é que os leilões do PEP sejam reativados imediatamente.
Isso porque, além de acelerar a comercialização de trigo, cujo mercado está paralisado, a compra feita pelos moinhos iria desovar os estoques e liberar os armazéns para a safra de verão. Segundo Flávio Turra, da Ocepar, o Paraná tem 450.000 t de trigo em estoque nas cooperativas e o Rio Grande do Sul tem mais 250.000 t, totalizando 700.000 t em estoque.
Pesquisa informal da Ocepar aponta que o preço de mercado do trigo está abaixo do preço mínimo. Para evitar prejuízo ao produtor, o PEP banca com subsídios a diferença entre o preço mínimo do produto e o preço de mercado aos moinhos, explicou Turra. No ano passado, o governo federal comprou 1.067.000 t de trigo pelo PEP.
A compra de trigo em AGF será financiada com a liberação de recursos da ordem de R$ 16 milhões, anunciada pelo ministro Porto. A Ocepar acredita que o Paraná deve ficar com a maior parte dos recursos porque tem o estoque maior. Segundo o governo, a medida deve garantir o cumprimento dos programas sociais, como a distribuição das cestas básicas do ‘omunidade Solitária’.

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