Governo começa a rastreabilizar o leite
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segunda-feira, 13 de outubro de 2003
Gustavo Porto<br> Agência Estado 
Ribeirão Preto O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento inicia neste mês o programa de rastreabilidade de todo o leite processado e industrializado formalmente no Brasil. O programa faz parte da Rede Brasileira de Qualidade do Leite (RBQL), lançado há exatamente um ano pelo governo federal.
Em nove unidades públicas espalhadas pelo País, a maioria em universidades, máquinas importadas dos Estados Unidos ao custo de R$ 1 milhão cada irão analisar a bebida e terão a capacidade de identificar todo o processo produtivo lácteo, desde o alimento ingerido pela vaca até alguma possível falha no processamento, bem como a identificação do produtor.
O dinheiro investido nas máquinas deve ser ''devolvido'' para o contribuinte com a redução em quase 97% do custo para se fazer uma análise. ''O custo por amostra analisada vai cair de R$ 80 para R$ 2,50'', disse Paulo Fernando Machado, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalp-USP), durante o lançamento da Clínica do Leite na universidade no fim de semana passado.
Cada máquina terá capacidade de fazer 150 análises por hora e cada propriedade ou empresa processadora é obrigada a fazer mensalmente avaliações de amostras de acordo com as normas da RBQL. Produtores rurais acreditam que o leite analisado sob essas normas deva dobrar seu valor e chegar a R$ 0,60 por litro fornecido à indústria.
Para o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que participou do lançamento da Clínica do Leite da Esalq no fim de semana, a meta agora é ampliar a formalidade do consumo do leite no Brasil. ''Dados apontam que cerca da metade do leite consumido do País é informal. Isso é grave e programas como esse podem ampliar o mercado formal, já que o custo para a análise é muito pequeno'', disse Rodrigues.


