Rio de Janeiro - O governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) teve um superávit primário de R$ 4,75 bilhões em outubro. O resultado é levemente inferior ao registrado em setembro, de R$ 4,79 bilhões. Os números foram divulgados ontem pelo secretário do Tesouro Nacional Joaquim Levy.
Formaram o superávit um resultado positivo de R$ 7,33 bilhões do Tesouro Nacional, descontados os déficits de R$ 20,1 milhões do Banco Central e de R$ 2,55 bilhões. No ano, até outubro, o governo central teve superávit de R$ 51 bilhões, o equivalente a 3,66% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas pelo País.
O superávit do governo central é um dos componentes da meta fiscal acertada com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O setor público - formado por governo central, Estados, municípios e estatais - planeja economizar 4,5% do PIB neste ano. O dinheiro economizado é usado pelo governo para pagar os juros da dívida pública, evitando seu forte crescimento.
Já a dívida líquida do Tesouro Nacional somou R$ 387,5 bilhões em outubro, o que representa 23,3% do Produto Interno Bruto (PIB) dos últimos 12 meses. O aumento na dívida foi de R$ 3,8 bilhões em relação a setembro e decorreu basicamente da emissão externa de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,8 bilhões).

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