Cascavel O governo federal está atrás de alternativas que permitam a continuidade das operações dos quatro frigoríficos da Chapecó instalados no Sul do Brasil, segundo o secretário de Indústria, Comércio e Turismo de Cascavel, Sérgio Terres, que, com prefeitos gaúchos e catarinenses, participou de reunião com dirigentes da empresa e representantes de bancos credores, em São Paulo. No mesmo dia, a comitiva esteve com o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, em Brasília.
Terres relatou que o ministro se comprometeu a encontrar uma saída para problema e apresentá-la na próxima quinta-feira, em encontro que terá com a diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que detém cerca de 80% das ações e comanda o processo de reestruturação da Chapecó. Os outros 20% estão em poder do Banco do Brasil e Bradesco, entre outros.
Para Terres, a solução para a crise enfrentada pela empresa ''dependerá exclusivamente de uma ação política do governo federal''. A tendência é de que as quatro unidades da Chapecó frigoríficos de aves em Cascavel e Xaxim (SC) e de suínos em Chapecó (SC) e Santa Rosa (RS) sejam arrendadas com opção de compra. ''Em Cascavel já temos empresários interessados em assumir o frigorífico imediatamente'', lembrou Terres.
Em São Paulo, a comitiva tentou encontrar uma solução emergencial para os produtores rurais integrados, principalmente de Santa Catarina, cuja produção de pintinhos está morrendo por falta de ração. A preocupação foi levada ao vice-presidente do Bradesco, Décio Tenerello, e ao vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil, Ricardo Conceição, que se comprometeram em estudar o caso. ''O Bradesco já adiantou que poderá liberar um financiamento de R$ 4 milhões para compra de ração e insumos'', destacou Terres.
A mobilização de autoridades políticas em torno do caso Chapecó se justifica pela importância econômica exercida pela empresa em várias cidades da região Sul. Em 2002, o grupo faturou R$ 650 milhões. Em torno das suas unidades está um contingente de, aproximadamente, 50 mil pessoas entre produtores rurais, funcionários e fornecedores.

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