Na contramão das críticas que começam a surgir, os setores de tecnologia e de exportação comemoram a edição da minirreforma tributária. Na avaliação de empresários e especialistas, ao permitir que todas as despesas com projetos na área de pesquisa e inovação tecnológica sejam abatidas para efeito do IR, o governo abriu uma porta para que as empresas desenvolvam novas tecnologias. Só no ano passado, o Brasil teve de desembolsar US$ 3 bilhões para pagamento de royalties e patentes.
''Estamos diante de uma nova era para a geração de inovações no País'', diz o diretor-geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec), Roberto Nicolsky. Ele ressalta que o incentivo é dirigido à empresa, dando-lhe assim condições de tomar a decisão de criar a inovação no momento que lhe for mais apropriado.
Na avaliação do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Carlos Delben Leite, também presidente da Protec, as medidas contribuem para melhorar as condições da produção industrial, gerando mais competividade ao produto brasileiro.
Apesar da euforia desse setor, a agricultura, seu principal cliente, foi prejudicada, conforme denúncia da CNA - ver matéria ao lado - já que o governo optou por tributar mais a produção primária.
''Além de reduzir o imposto a pagar, a medida estabelece que se a inovação for transformada em patente internacional, o abatimento terá acréscimo de 100%, ou seja, o dobro'', ressalta Delben.
Outro ponto positivo da medida provisória destacado por empresários e especialistas foi acabar com a cumulatividade do PIS, desonerando as exportações.

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