O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, decepcionou um público de cerca de 500 empresários na abertura oficial do XXII Congresso da Federação Nacional da Distribuição dos Veículos Automotores (Fenabrave), na manhã de ontem em São Paulo. Da programação do evento, constava uma ''Palestra Magna'' com Tombini, mas ele se limitou a ler um discurso rápido e burocrático. Não respondeu a perguntas da plateia e nem atendeu os jornalistas após sua fala.
Sem apresentar números, o presidente do BC garantiu que a economia brasileira irá acelerar ''nos próximos trimestres'' e crescer sustentavelmente ''nos próximos anos''. Ele recordou as medidas que o governo teve de tomar no ano passado para segurar a inflação e discorreu sobre os estímulos dados à economia em 2012.
Tombini minimizou riscos de a inflação voltar a subir, mesmo com os ''eventos climáticos'' que prejudicam a agricultura em várias partes do mundo e devem elevar os preços dos produtos. Também disse que a ''economia da zona do euro'' está adotando reformas estruturais que a tornarão mais competitiva no futuro.
Tendo discursado após vários empresários que criticaram os altos impostos brasileiros, Tombini disse que o governo ''tem avançado em medidas tributária'' com, por exemplo, a desoneração da folha de pagamento para alguns setores da economia.
O presidente do BC afirmou que o crédito vai continuar se expandindo no País porque o sistema financeiro tem liquidez para isso e porque as ''últimas informações são de que a inadimplência'' está caindo. ''O endividamento da família brasileira é de curto prazo e não é elevado quanto ao das famílias das outras economias.''
Disse também que acaba de voltar de Londres e Nova York, onde conversou com investidores que estariam animados com as perspectivas econômicas do Brasil. ''Teremos muitos investimentos que suportarão o crescimento nos próximos anos'', declarou. (N.B.)

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