Governo avalia importar energia
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quarta-feira, 06 de setembro de 2017
Anne Warth<br>Agência Estado 
Brasília - O governo cogita aumentar o volume de importação de energia de países vizinhos como Argentina e Uruguai. O motivo é a previsão de chuvas para os próximos meses na região Centro-Oeste, que deve ficar abaixo da média histórica. As principais bacias hidrográficas do País se concentram nessa região e abastecem os reservatórios de diversas usinas hidrelétricas.
Outras ações em análise são a adoção de medidas de incentivo ao uso racional de energia e o aumento dos limites de transferência de energia entre as regiões do País. O Ministério de Minas e Energia, no entanto, reitera que o abastecimento está garantido, ainda que seja necessário acionar usinas que gerem energia mais cara.
Em nota divulgada pelo ministério nesta quarta-feira, 6, o governo reiterou que a importação, se realizada, será feita a "preços competitivos". A decisão será tomada em duas semanas, em reunião extraordinária do CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico), órgão presidido pelo MME.
Se a medida for aprovada, o volume de energia importada será definido semanalmente pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), com base na oferta e no preço declarados pela Eletrobras.
"A importação de energia só ocorrerá se o preço da energia ofertada pela Eletrobras, agente responsável pela importação, for menor que o custo marginal de operação (CMO), ou seja, se a energia a ser importada estiver mais barata que a energia disponível no Sistema Interligado Nacional (SIN), buscando sempre obter modicidade tarifária", informou o MME.
Na nota, o MME ressalta a possibilidade de atraso no início do próximo período chuvoso, que normalmente ocorre em novembro, em razão da previsão de chuvas abaixo da média no Centro-Oeste. Além disso, as chuvas na Região Sul também estão inferiores à média, o que levou à necessidade de transferência de energia advinda das regiões Sudeste e Centro-Oeste.


