Governo arrecadou mais impostos no ano passado
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terça-feira, 15 de janeiro de 2002
Sandra Manfrini 
Brasília - A arrecadação de impostos e contribuições federais em 2001 foi de R$ 196,757 bilhões, valor apontado como recorde pela Receita Federal. Essa arrecadação, em termos reais (retirando a inflação) é 0,88% superior ao valor registrado em 2000.
No mês de dezembro do ano passado, a arrecadação total de impostos foi de R$ 18,279 bilhões, o que representa um acréscimo real de 12,8% em relação a novembro, mas uma redução de 3,43% na comparação com dezembro de 2000.
Do total arrecadado em 2001, R$ 188,797 bilhões são administrados pela Receita Federal. Os outros R$ 7,960 bilhões são taxas e contribuições controladas por outros órgãos e receitas de privatizações e concessões. O resultado da arrecadação da receita administrada foi superior à previsão constante na lei orçamentária do ano, que era de R$ 182 bilhões.
Apesar da superação, o secretário-adjunto da Receita, Ricardo Pinheiro, disse que a previsão não foi subestimada no orçamento. A receita é estimada com critérios técnicos, científicos e transparentes, justificou.
No entanto, o ano de 2001, marcado pelas turbulências externas, a crise da Argentina, o racionamento de energia elétrica, foi extremamente satisfatório, na avaliação de Pinheiro, do ponto de vista da arrecadação tributária.
Ele lembrou que para 2001 a Receita não esperava por grandes superações já que não haveria qualquer efeito atípico de mudança na legislação tributária.
Em 2000, a arrecadação do ano teve uma contribuição de R$ 4,821 bilhões de arrecadação atípica, como ações judiciais, pagamento de débitos em atraso, dívida ativa e depósitos judiciais. Em 2001, essa arrecadação extra somou apenas R$ 881 milhões.
A arrecadação de 2001 foi pura, decorrente do bom desempenho da economia brasileira e eficiência da administração tributária, afirmou Pinheiro. O secretário disse que o ano passado foi difícil, mas, apesar disso, o empresariado brasileiro superou os obstáculos e provou sua competência, buscando novos mercados.
O empresariado brasileiro se mexeu e superou dificuldades, disse, ressaltando que as dificuldades econômicas dos últimos anos provocou o crescimento do produtor brasileiro, que investiu em qualidade, eficiência, produtividade. Além disso, lembrou Pinheiro, a política cambial sem susto deu tranquilidade ao empresariado.


