Governo argentino anuncia incentivos para exportador
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segunda-feira, 17 de setembro de 2001
Agência Folha <br> De Buenos Aires 
O governo argentino anunciou ontem a adoção de incentivos aos exportadores por meio de reembolsos de impostos. Os reembolsos, de até 12%, haviam sido suspensos ou rebaixados em junho, quando o governo anunciou a adoção do chamado fator de convergência.
O fator de convergência serve, na prática, como um câmbio comercial para o peso. Os exportadores recebem do governo, e os importadores pagam, a diferença entre a atual cotação do peso (US$ 1) e a cotação prevista pela lei de conversibilidade ampliada, pela qual o peso passará a valer a média entre US$ 1 e um euro quando a cotação das moedas se igualar.
Quando o fator de convergência foi adotado, a diferença era de quase 8%, motivo pelo qual o governo reduziu na mesma proporção os reembolsos. Mas com a desvalorização do dólar em relação ao euro ontem, um euro estava cotado a US$ 0,92 essa diferença caiu para 4%, reduzindo a vantagem da medida.
Além da volta dos reembolsos aos exportadores, o ministro da Economia, Domingo Cavallo, anunciou também a regulamentação de uma lei de 1995 que permitia aos exportadores financiamento mais barato para o pagamento de impostos relativos a investimentos, e que até agora não vinha sendo aplicada.
Para o presidente da Câmara de Exportadores da Argentina, Enrique Mantilla, as medidas anunciadas por Cavallo dão mais estabilidade aos exportadores. ''O que sempre cobramos do governo é estabilidade nas regras de comércio, para que possamos calcular nossos custos'', disse ele.
Apesar da forte perda de competitividade dos produtos argentinos, por causa da paridade do peso com o dólar, o país teve nos últimos meses superávit comercial, graças à queda nas importações, provocada pela redução no consumo interno.
Em julho, as exportações caíram 20% em relação ao mesmo mês de 2000, enquanto as importações caíram 1%. Nos sete primeiros meses do ano, o saldo positivo é de US$ 2,585 bilhões.


