Governo apresenta nova cédula de R$ 1
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quinta-feira, 11 de setembro de 2003
Agência Folha 
Brasília - A nova cédula de R$ 1 foi apresentada ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. ''É mais bonita e mais valorizada'', comentou o presidente.
Durante cerimônia realizada na sala de audiências do gabinete presidencial, aberta somente para fotógrafos e cinegrafistas, Meirelles fez uma exposição técnica sobre a nova cédula. Palocci entregou a Lula uma nota dentro de uma moldura. O presidente a retirou e a pôs no bolso, mas a devolveu em seguida para a moldura.
A principal mudança na cédula de R$ 1 é a impressão da expressão ''República Federativa do Brasil'' no lugar de ''Banco Central do Brasil'' em um dos lados da nota. O nome do BC continuará sendo impresso, próximo da expressão ''Deus seja louvado''.
Segundo o chefe do Departamento do Meio Circulante do BC, José dos Santos Barbosa, a modificação deve ser estendida, no futuro, às demais cédulas do real.
O papel usado na nova cédula também é um pouco mais grosso, para aumentar sua durabilidade. Além disso, a tinta verde usada é um pouco mais escura que a cédula anterior. As mudanças foram feitas para reduzir falsificações.
Barbosa disse que, a partir do segundo semestre do ano que vem, o governo irá discutir a adoção de uma nova família de cédulas para o real. As notas que circulam atualmente foram criadas em 1994, com a implantação do Plano Real, e sofreram poucas alterações desde então.
''Nos outros países, é normal que as cédulas sejam redesenhadas a cada quatro ou cinco anos. As cédulas do real já circulam há nove anos'', afirmou Barbosa.
As cédulas atuais de R$ 1 não perderão a validade. Segundo o BC, atualmente existem 693 milhões delas em circulação. Até o final do ano, 130 milhões de notas novas deverão ser impressas. O custo é de R$ 65 para cada mil cédulas -mesmo custo do modelo atual, diz Barbosa.


