Arquivo FolhaCarro chefeMendonça de Barros: ‘‘Ganho de receita e produtividade é generalizado nas atividades agrícolasBRASÍLIA - O setor agropecuário será o carro chefe da economia este ano e praticamente sustentará, ao lado da produção de bens duráveis, um crescimento econômico da ordem de 4% do Produto Interno Bruto (PIB). A avaliação foi feita ontem pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, José Roberto Mendonça de Barros. Ele sustentou uma análise otimista, em que o ponto central é o efeito multiplicador da renda agrícola sobre os demais setores da economia. ‘‘O ganho de receita e de produtividade é generalizado nas atividades agrícolas’’.
Na montagem do quebra cabeça para definição do produto interno do País, o setor de serviços deve se manter com o mesmo desempenho do ano passado. Este setor não poderá experimenter níveis elevados de crescimento porque o ajuste do setor financeiro está ‘‘puxando para baixo’’ os números totais do PIB. Ou seja, o governo já apurou uma queda de 8,25% nas atividades das instituições financeiras, no primeiro trimestre em relação a igual período de 96.
‘‘Um processo natural devido ao ajuste porque passou o setor financeiro, em função da queda da inflação’’, disse Mendonça de Barros. Assim, na composição do PIB, o comando ficará nas mãos da agropecuária. Mendonça de Barros reforçou muito esta tese durante a entrevista de divulgação do Boletim de Acompanhamento Macroeconômico, elaborado por sua assessoria.
Ele refutou as estimativas do economista Fábio Gianbiagi, do IBGE, que projetou a hipótese pessimista de um crescimento de apenas 1,5% do PIB e, no máximo, de 3,5% do PIB. ‘‘O IBGE não faz projeções sobre atividade econômica’’, disse.

mockup