Arquivo FolhaMudança geralSérgio Motta, ministro das Comunicações, anunciou ontem a mudança na política tarifáriaO governo anunciou ontem mudanças generalizadas nas tarifas de telefonia, que, em média, serão elevadas em 3,1%. Subirão a assinatura básica residencial, o pulso local e a ficha telefônica. Ligações interurbanas e internacionais ficarão mais baratas. As tarifas de celular não serão alteradas. Em 1º de maio será iniciado o processo de extinção do sistema de autofinanciamento, pelo qual paga-se R$ 1.117 por uma linha telefônica.
A partir dessa data, será possível pagar apenas a taxa de instalação de R$ 300. O autofinanciamento acaba definitivamente em 1º de julho. As alterações nas tarifas serão escalonadas. Hoje mudam as tarifas internacionais (queda de 19,8% em média), o pulso telefônico local (alta de 61%) e a ficha telefônica (alta de 20%).
Em 19 de maio, mudam as tarifas interurbanas (queda de 46,6%) e sobem as assinaturas básicas residenciais (270,3%), não residenciais (59,2%) e de tronco (59,3%). Além disso, a ficha telefônica passará a permitir telefonemas de dois minutos, em vez dos três minutos de hoje.
A assinatura básica residencial, a tarifa com maior percentual de reajuste, passará de R$ 2,70 para R$ 10. A equipe econômica calculou o impacto dos reajustes nos índices de inflação. O mais afetado será o IPC da Fipe, que subirá 0,8089% apenas em virtude das tarifas telefônicas - 0,3702% com os reajustes de ontem e 0,4387% a partir de maio.
O INPC (Indice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE, sofrerá impacto de 0,4658%, segundo os cálculos da área econômica do governo. O IGP (Indice Geral de Preços), da Fundação Getúlio Vargas, sofrerá impacto de 0,4003%. Em nota à imprensa, o Ministério das Comunicações disse que as mudanças nas tarifas ‘‘contribuirão para a redução do ‘custo Brasil’’’, devido ao barateamento das ligações interurbanas e internacionais - as tarifas que subirão não foram mencionadas.
EnergiaAs tarifas de energia elétrica deverão ser reajustadas na próxima semana. O aumento chegou a ser confirmado para o final da tarde de ontem, mas divergências entre técnicos do Departamento Nacional de Aguas e Energia Elétrica (DNAEE) e do Ministério da Fazenda adiaram a divulgação. A informação foi dada por uma fonte do Ministério de Minas e Energia. O reajuste das tarifas vem sendo reivindicado pelas empresas de energia estaduais desde o ano passado.
O último aumento ocorreu em novembro de 1995. Segundo técnicos do Ministério de Minas e Energia, após a decisão do Ministério da Fazenda, o reajuste será diferenciado conforme os índices de produtividade e as necessidades de cada uma das concessionárias estaduais.

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