O governo federal antecipou ontem que pretende extinguir encargos setoriais, por meio de medida provisória, para baratear a energia elétrica para consumidores e indústrias em até 10%. O anúncio foi bem recebido por economistas paranaenses, que preveem mais facilidade no mercado de emprego no comércio e em serviços, entre o segundo semestre deste ano e o primeiro de 2013.
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou ontem que a medida deve ser lançada no início de agosto. ''Este é o caminho para realmente fazer cair o preço da energia'', disse Lobão, depois do quarto balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2.
O consultor econômico Renato Pianowski, da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), vê vantagem rápida principalmente para os consumidores caseiros, de serviços e do comércio. Assim, ele crê em benefício à economia, mas diz que o efeito nas indústrias deve demorar mais. ''Reduz o custo de produção, o que tem reflexo a curto prazo, mas não atinge tão rápido o mercado de empregos'', afirma, para depois elogiar a medida.
Pianowski espera que ainda ocorram reduções de impostos estaduais, principalmente no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). ''Depende também de governadores e os mais sérios deveriam liderar um movimento para reduzir tributos.''
O ministro também deixa para os Estados a decisão sobre o ICMS. ''Gostaríamos muito que os governos estaduais também reduzissem (o ICMS), mas isso envolve a autonomia de cada um.''
O diretor de estatística do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Daniel Nojima, acredita que seja improvável uma redução de impostos neste ano, mas acredita na queda da taxa de juros. ''Isso ampliaria a demanda da economia, com efeitos na produção e no crédito, além de maior consumo e investimentos'', prevê, apesar de dizer que o resultado apareceria apenas em 2013. A vantagem, para Nojima, é o benefício maior para pessoas de camadas de menor renda, com impacto em comércio e serviços.
Fora dos custos
Entre os encargos a serem extintos, Lobão cita as contas de Consumo de Combustíveis (CCC) e de Desenvolvimento Energético (CDE), além da Reserva Global de Reversão (RGR). Outra alternativa em estudo é o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica] (Proinfa).
O ministro nega que programas financiados pelos encargos, como o Luz para Todos, serão prejudicados. O custo, diz lobão, passará para para o Tesouro. (F.G./ Com Agência Brasil)

mockup