BRASÍLIA - O Banco do Brasil ainda está securitizando dívidas de produtores rurais que não conseguiram formalizar o acordo para alongamento dos débitos até julho. O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a prorrogação do prazo para as operações até o final deste mês e destinou R$ 200 milhões ao BB para o atendimento aos produtores. O diretor de Crédito Rural do BB, Ricardo Conceição, disse ontem que cerca de R$ 70 milhões já foram consumidos nas negociações com os produtores que, em geral, devem acima do limite de R$ 200 mil e estão renegociando o excedente com o BB. Conceição disse não entender por que os arrozeiros do Rio Grande do Sul e sojicultores do Paraná ainda estão resistindo a negociar as dívidas e afirmou que, terminado o prazo de prorrogação dado pelo CMN, quem ficar de fora não conseguirá mais ser enquadrado no crédito rural para a negociação.
Os arrozeiros do Sul que podem securitizar suas dívidas devem ao BB, segundo Ricardo Conceição, R$ 1,3 bilhão, montante que poderia ser reduzido para algo em torno de R$ 700 ou R$ 800 milhões caso fizessem o acordo, pois teriam o expurgo das taxas de inadimplência.
O BB está facilitando a renegociação dos valores que ultrapassam R$ 200 mil. Segundo Conceição, o excedente de R$ 200 mil para os arrozeiros do Sul está sendo negociado com Taxa Referencial - TR mais 1%, enquanto que para os outros Estados este percentual varia de 12% a 16,95% mais a TR.

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