Governo ainda não tem índice para mínimo
Agência Estado
De São Paulo
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse na reunião com representantes da comissão do PFL sobre salário mínimo que o governo federal ainda não tem nenhum índice definido para o reajuste do mínimo. Segundo relato do deputado Werner Vanderei (PR), que deixou a reunião antes do seu término, o ministro afirmou que todos os números veiculados na imprensa sobre reajuste do mínimo são especulações. O deputado enfatizou ainda que a proposta do PFL continua sendo de um salário mínimo de R$ 177,00.
Ele afirmou que o PFL não defende salário mínimo de US$ 100 porque na sua opinião é preciso esquecer o dólar porque a moeda nacional é o real. Ele afirmou ainda que a comissão do PFL terá reuniões em todos o País com governadores, empresários, prefeitos e lideranças da sociedade civil para discutir a proposta de um mínimo de R$ 177. O ministro Malan continua reunido com os demais representantes da comissão do PFL.
O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), considerou positiva a possibilidade de o presidente Fernando Henrique Cardoso oferecer salário mínimo de 160 reais para os trabalhadores a partir de 1º de maio. Temos uma meta a conseguir; entretanto, será um grande avanço do governo, afirmou o presidente do Senado. A proposta de salário mínimo de 160 reais foi citada ontem pelo líder do PSDB na Câmara, Aécio Neves (MG), ao deixar o Palácio da Alvorada.
Mesmo reconhecendo que o salário mínimo no Brasil é muito baixo, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Jayme Chemello, recomendou ontem cautela aos políticos que definirão o novo valor para evitar o desemprego. Qual a família que poderia pagar, por exemplo, 180 reais para a empregada doméstica?, indagou, advertindo que, dependendo do novo mínimo, podesobrar muita doméstica na rua. O presidente da CNBB alertou ainda que, na discussão sobre o reajuste, se deve pensar no impacto do novo mínimo para as contas da Previdência, do governo, das empresas privadas e assim por diante.





