Governo ainda não decidiu sobre renovação com FMI
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de junho de 2003
Agência Estado 
Washington - O ministro da Fazenda, Antônio Palocci Filho, afirmou na noite de sexta-feira que o governo ainda não decidiu se vai ou não renovar o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Em princípio, no segundo semestre, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva poderia receber a última parcela do programa de transição negociado pela equipe do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no ano passado, e que envolveu um crédito total de US$ 30 bilhões.
Segundo Palocci, o encaminhamento da tramitação da Reforma da Previdência no Congresso Nacional, prevista para ser aprovada em setembro, não deverá influenciar a decisão que o governo venha a tomar.
Ainda é cedo para discutir isso. O governo pode ou não renovar o acordo. É uma decisão do governo, insistiu Palocci, pouco antes de deixar Washington junto coma comitiva que acompanhou Lula em seu encontro com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Não, não, não depende disso não, disse, ao ser questionado sobre se as perspectivas de avanço ou de recuo na tramitação da PEC 40 podem influenciar a decisão do governo.
Na tarde de ontem, Palocci esteve presente à visita do presidente Lula ao diretor-gerente do Fundo, Horst Koehler, na Embaixada do Brasil. O ministro, entretanto, afirmou à imprensa que não foi tratado, em nenhum momento, de assuntos relacionados à renovação do acordo. Preferimos conversar sobre hipóteses. Koehler, entretanto, deixou o local declarando que o FMI encontrará um meio de ajudar o Brasil, mesmo se o País não quiser um novo programa. Em sua opinião, os termos definidos no acordo estão sendo cumpridos sem problemas e tudo está nos trilhos. Tenho um segredo para lhes contar: o Brasil é um sucesso com o qual os técnicos do Fundo não contavam, afirmou Koehler aos jornalistas.


