Governo admite rever proposta de reduzir FGTS
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segunda-feira, 10 de agosto de 1998
Agência Folha 
O governo deverá rever a proposta de redução da alíquota do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) de 8% para 2% em troca da garantia de emprego. O ministro Edward Amadeo (Trabalho) disse ontem que vai analisar os efeitos dessa medida nas contas do fundo e, se houver algum prejuízo para os programas que estão sendo executados com esses recursos, a proposta será alterada. Se o impacto for pernicioso, terei de reavaliar a proposta, afirmou.
A proposta do governo foi questionada ontem em um seminário realizado pelo Ministério do Trabalho, no Rio de Janeiro. O representante da CUT (Central Única dos Trabalhadores) no conselho curador do fundo, José Olívio de Oliveira, disse que o fluxo mensal das contas vinculadas do FGTS vem apresentando resultados negativos desde abril do ano passado.
A Força Sindical, organização de trabalhadores tradicionalmente favorável às propostas do governo para a área do emprego, está rejeitando a adoção da minijornada para funcionários já contratados. A minijornada, ou trabalho de tempo parcial, é uma das novidades da medida provisória publicada na semana passada. O problema é o empregado atual ser transferido para meio período. Para gerar empregos, (a minijornada) tem que valer para novas contratações, porque teríamos uma vaga e dois trabalhadores, disse ontem Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente interino da Força Sindical. A minijornada para trabalhadores já contratados, segundo o ministro Edward Amadeo (Trabalho), precisará do crivo do sindicato que os representa.


