Governo admite elevar juros
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sábado, 07 de dezembro de 2002
Agência Estado 
Brasília - A necessidade de aumento dos juros para controlar o avanço da inflação não é unanimidade apenas no mercado financeiro. No governo, também cresce a avaliação de que um novo aperto monetário pode ser necessário para trazer a inflação de 2003 para uma taxa em torno pelo menos de 7%, nível já acima do teto da meta (6,5%) estabelecida para o próximo ano.
''Existe claramente uma percepção de que o Banco Central está atrás da curva, ou seja, reagindo a um movimento de alta dos preços e de piora das expectativas que já aconteceu'', avalia um economista do governo. A discussão, neste momento, estaria na definição do porcentual de elevação dos juros. As apostas consideram um aumento da Selic entre dois e três pontos porcentuais.
As fontes consultadas pela Agência Estado acreditam que parte da instabilidade do mercado está relacionada ao desconhecimento do nomes da nova equipe de governo de Lula, bem como às incertezas sobre como o próximo governo atuará no controle da inflação.
Integrantes da equipe econômica estão convencidos de que está ocorrendo uma ''remarcação preventiva'', numa reação a essas incertezas.
A possibilidade de elevação das taxas de juros na próxima reunião do Copom, segundo ainda fontes consultadas pela Agência Estado, não deverá jogar o País em uma recessão. ''O nível de atividade não está tão deprimido'', afirmam. O aperto monetário certamente provocaria uma diminuição da estimativa de crescimento econômico em 2003, mas não a ponto de colocar a economia em recessão, na avaliação dos economistas do governo, que trabalham com estimativa de crescimento do PIB em torno de 1,5% no próximo ano.


