O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, admitiu ontem, durante cerimônia em comemoração aos 135 anos da Batalha Naval do Riachuelo, que o governo federal fará um novo reajuste nos preços dos combustíveis. Ele salientou, entretanto, que esse aumento ‘‘não necessariamente’’ será autorizado em julho e que o percentual do ainda não está definido. Eles vão depender do comportamento da taxa de câmbio e dos preços no mercado internacional. ‘‘Só muito perto é que vamos decidir’’, afirmou o ministro.
O aumento dos combustíveis é um dos itens que deverão pressionar os índices de inflação no segundo semestre . Nas duas últimas atas das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), feitas mensalmente para a fixação das taxas de juros básicas, o BC deixou claro que o aumento de tarifas, entre elas os combustíveis, forçarão a inflação para cima. Em entrevista, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, confirmou essa pressão e disse que a inflação do segundo semestre será superior aos índices dos primeiros seis meses do ano por causa do reajuste das tarifas.
Na última sexta-feira, em uma teleconferência promovida pela Agência Estado, o diretor de Política Econômica do BC, Sérgio Werlang, confirmou que o governo terá de fazer o reajuste. E explicou que o aumento é necessário por causa da Parcela de Preços Específicas (PPE), também chamada de conta-petróleo (diferença entre o preço do petróleo no exterior e as tarifas cobradas internamente). No início do ano, o governo projetou um superávit de R$ 3,5 bilhões desta conta. Até agora, no entanto, com o aumento dos preços do petróleo, há déficit. Segundo Werlang, o reajuste é necessário para garantir a receita.

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