Governo adia redução no preço dos combustíveis
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quarta-feira, 02 de julho de 2003
Agência Estado 
Brasília - O corte nos preços dos combustíveis que o governo pretendia fazer essa semana foi adiado por causa das incertezas em relação ao comportamento dos preços internacionais do petróleo. A idéia, porém, não foi abandonada. ''Não quer dizer que não vai haver corte, nem que ele já estava decidido'', disse ontem o ministro da Fazenda, Antônio Palocci. ''Essa semana acho difícil, mas na próxima semana vai-se avaliar o comportamento do preço mundial e tomar uma decisão.''
Na terça-feira, a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, havia declarado que ''muito provavelmente'' o governo anunciaria a redução dos preços nos combustíveis ainda nesta semana. Menos de 24 horas depois, ela mandou divulgar uma nota informando que o corte não ocorrerá enquanto persistirem dúvidas quanto ao comportamento do preço internacional do petróleo. A nota atribuiu o problema à greve geral na Nigéria (leia matéria nesta página). No entanto, os problemas na África, por si só, não explicam a decisão.
O preço do barril de petróleo subiu nos últimos dias motivado em parte por esse problema. Além disso, informa-se na área técnica, o corte nos preços dos combustíveis ainda estava em discussão dentro do governo quando surgiram as primeiras notícias não-oficiais sobre a redução dos preços. Faltava, porém, a Petrobras bater o martelo. E, segundo revelou Palocci, as estimativas que a estatal faz sobre a margem de preço passível de corte não são iguais às calculadas pelo Banco Central e divulgadas na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Palocci confirmou que estão sendo estudadas medidas para reduzir o preço do gás de cozinha, o GLP. Mais do que o corte do preço na Petrobras (que, segundo estimam os técnicos, deverá resultar numa redução de R$ 3 no preço ao consumidor), o que o governo está formulando é uma nova política de distribuição e comercialização do gás, que deverá garantir reduções no médio prazo. ''O GLP está significando um custo muito grande para as famílias pobres'', disse. ''É uma preocupação, uma agenda real do governo.''


