O governo adiou ontem, pela terceira vez nesta semana, o anúncio da portaria que permite a proteção das termoelétricas contra o impacto da variação cambial no preço de seu principal insumo, o gás natural. O anúncio era esperado para esta quarta-feira.
A decisão foi tomada depois da interferência do presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), David Zylbersztajn, que se mostrou insatisfeito com o fato do novo modelo de comercialização do gás pouco favorecer os investimentos privados em usinas térmicas e beneficiar as injeções de recursos da Petrobras no segmento.
Durante reunião da Câmara de Gestão da Crise de Energia (CGCE), ontem, o próprio Zylbersztajn pediu ao ministro de Minas e Energia, José Jorge, para ‘‘examinar’’ o texto final antes de anunciar uma definição. Na noite anterior, sua intervenção havia impedido José Jorge de divulgar a portaria.
Fontes que participaram das negociações, ontem, declararam que Zylbersztajn tentará reabrir as discussões sobre os dois pontos mais polêmicos da portaria e alterá-los. (AE)

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