A próxima reunião entre os representantes das centrais sindicais e o ministro do Traballho, Francisco Dornelles, para discussão sobre o critério de pagamento das perdas ocorridas nos saldos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nos planos Verão (janeiro de 1989) e Collor 1 (março de 1990) só irá ocorrer a partir do dia 29. Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), os trabalhadores têm direito à reposição total de 68,69%.
Na quinta-feira, o ministro afirmou ao presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Felício, que deverá apresentar no encontro uma nova proposta às centrais sindicais. Na semana passada, as centrais rejeitaram o critério apresentado pelos técnicos do governo.
Por ele, a alíquota de recolhimento para as empresas aumentaria de 8% para 8,5% e, ao mesmo tempo, haveria uma redução de 8% para 7,5% do crédito na conta do trabalhador. O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, afirmou que a entidade não pode aceitar nenhuma proposta que implique aumento de tributo ou a criação de novos impostos.

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