Brasília - Foi adiado para a próxima quarta-feira, às 11 horas, o anúncio da ''MP do Bem'', inicialmente programado para ontem. A informação foi dada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, que não adiantou nenhum detalhe. De acordo com técnicos envolvidos na negociação, a MP deverá incluir nove medidas, das quais quatro são sugestões do Desenvolvimento e cinco, da Fazenda.
O atraso ocorreu por causa da decisão de agregar pedidos da área política ao documento. O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, estiveram na quarta-feira à noite na casa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) para acertar os detalhes da MP. Também participaram da reunião o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), e o líder do PMDB, Ney Suassuna (PB).
De acordo com funcionários do Palácio do Planalto, Palocci descartou, na reunião na casa de Calheiros, a proposta de incluir na MP um artigo autorizando a dedução dos gastos com empregados domésticos no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Esse agrado à classe média era defendido pelo anfitrião, mas o ministro da Fazenda alegou que o custo dessa medida seria muito elevado. Há, no Congresso Nacional, diversos projetos de lei em tramitação sobre o mesmo assunto.

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