Brasília - As contas do governo central, que inclui apenas União, Previdência e Banco Central (BC), registraram de janeiro a agosto deste ano um superávit primário (receitas menos despesas sem incluir gastos com juros) de R$ 34,605 bilhões, o que é equivalente a 3,44% do Produto Interno Bruto (PIB).
No mesmo período do ano passado, o governo central registrou um superávit primário de R$ 23,038 bilhões, ou 2,72% do PIB.
Essa melhora no resultado, na comparação com 2002, ocorreu em razão de um aumento da receita líquida em R$ 24,2 bilhões e uma expansão das despesas num ritmo menos acelerado. As despesas, no período, ficaram R$ 13 bilhões acima. No ano, o governo central deve, de acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), fazer uma economia de R$ 38,2 bilhões. Com o esforço alcançado até agosto, faltam apenas R$ 3,595 bilhões, o que daria cerca de R$ 900 milhões por mês de superávit primário até dezembro.
Segundo os dados divulgados ontem, o Tesouro Nacional contribuiu com um superávit primário de R$ 48,703 bilhões para esse resultado do ano, o que foi mais que suficiente para cobrir o déficit de R$ 13,977 bilhões da Previdência e de R$ 120,7 milhões das contas do Banco Central.
No mês de agosto, as contas do governo central ficaram positivas em R$ 2,556 bilhões. O Tesouro Nacional registrou um superávit de R$ 4,745 bilhões, que cobriu o déficit de R$ 2,169 bilhões da Previdência e de R$ 19,4 milhões do Banco Central.
O Tesouro Nacional corrigiu o resultado das contas do governo central (União, Previdência e Banco Central) referente ao mês de julho. O superávit primário (receitas menos despesas sem incluir gastos com juros) registrado no mês foi de R$ 2,810 bilhões e não R$ 1,706 bilhão, como divulgado no mês passado.
O secretário do Tesouro, Joaquim Levy, explicou que a diferença deve-se a um erro na classificação de despesas.
A operação de repasse de R$ 940 milhões para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empréstimos a distribuidoras de energia foi classificada como despesa primária, mas seria uma despesa financeira, portanto não deveria impactar o resultado primário das contas do governo central.

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