As licitações para a compra de equipamentos – principalmente turbinas – para usinas termoelétricas serão simplificadas para facilitar e apressar a entrada em operação destas unidades. ‘‘Estão sendo fechados os pacotes de equipamentos que serão necessários e a partir daí se determinará como as compras serão feitas. Os detalhes sobre isto estão sendo definidos pela Câmara de Gestão da Crise Energética (CGCE)’’, informou o diretor-administrativo de Furnas Centrais Elétricas, Heitor Herberto Sales.
De acordo com o diretor, a medida deve valer apenas para as usinas – com investimentos públicos, inclusive da Petrobras – incluídas no Programa Prioritário de Termoelétricas (PPT) do governo, devem entrar em operação até 2003. ‘‘As regras para a aquisição de equipamentos para as usinas hidrelétricas continuam iguais’’, informou o diretor.
De acordo com o executivo, a crise energética levou a uma grande aumento da compra por Furnas de óleo combustível para a usina térmica de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. ‘‘As compras estão aumentando de 500 mil toneladas para 800 mil toneladas de óleo combustível por ano. Normalmente a térmica de Santa Cruz só funciona no horários de ponta no consumo, mas para poupar água nos reservatórios ela está produzindo eletricidade o tempo inteiro’’.
Sales acrescentou que está em andamento o projeto para mudar o combustível da usina de óleo combustível para gás e aumentar sua capacidade – atualmente de 600 megawatts (MW) – para 1,2 mil MW. ‘‘Vamos parar as unidades da usina uma a uma para fazer as modificações porque neste momento é impossível deixar uma térmica como esta completamente sem funcionar’’, disse. (AE)

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