Governo acaba com prazo para consórcio
BC determina que grupos constituídos a partir de agora, para todas as modalidades, terão prazo livre de funcionamento
Agência Estado
Arquivo FolhaCenário favorávelSérgio Darcy, diretor do BC: ‘‘Demanda maior não vai elevar preços porque há retração de consumo’’O Banco Central acabou ontem com os prazos, mínimos e máximos, em todas as modalidades de consórcios - carros, eletroeletrônicos e imóveis, entre outros. Os grupos constituídos a partir de agora, portanto, têm prazo livre de funcionamento. Em relação aos grupos já criados e em andamento, o Banco Central transferiu a decisão para as assembléias-gerais dos grupos. Ou seja, os próprios consorciados integrantes daquele grupo vão decidir pelo fim ou pela manutenção dos prazos originais. ‘‘A liberação vai favorecer a demanda dos produtos dos consórcios’’, afirmou o diretor de Normas do Banco Central, Sérgio Darcy.
Darcy considerou que, sem prazos fixos, os consórcios serão mais uma modalidade para o financiamento de bens com prazos diferenciados. ‘‘Com tantas opções de prazos existentes hoje, não tinha razão manter os consórcios com prazos fixos’’, argumentou o diretor.
De acordo com Darcy, o impacto que a liberação nos prazos de consórcios poderá provocar sobre a demanda será benéfico porque, no momento, um aumento nas vendas ‘‘poderá ser atendido pela indústria nacional’’. Ou seja, como a procura, principalmente por eletroeletrônicos e eletrodomésticos, tem-se retraído em função dos juros elevados, um crescimento da demanda não deverá provocar elevação de preços. Nem pressão nos índices da inflação.
O prazo mais longo dos consórcios é dos grupos formados para a compra de imóveis que têm 180 meses. Já nos consórcios de automóveis, por exemplo, os carros podem ser comprados em até 36 meses e os eletroeletrônicos em 24 meses. Ou seja, prazos semelhantes aos que já estão sendo praticados pelas revendedoras de automóveis e o comércio em geral.
Os consórcios, no entanto, continuam cobrando uma taxa de administração. Esta taxa pode variar de um consórcio para outro. Anteriormente, esta taxa chegou a ser de até 12% por grupo e depois passou para 10%. No momento, segundo fontes do Banco Central, a própria concorrência entre os consórcios tem feito esta taxa cair e, na média, a taxa tem ficado em torno de 5%. Esta parcela é cobrada parceladamente ao longo do prazo do grupo.

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