Governanta ganha acima da média
Diferentemente da maioria das trabalhadoras domésticas, Rosimeri Kronbauer valoriza a profissão que escolheu, tem o reconhecimento dos patrões e conquistou um salário acima do mínimo regional, que é de R$ 680. Contratada há cerca de dois anos como cozinheira em uma casa de família em Londrina, hoje ela tem a função de governanta, com foco na alimentação e cuidados com as roupas. Aos poucos, está assumindo a administração da casa: faz compras (quase tudo por telefone), cuida da manutenção geral e orienta os demais funcionários (uma arrumadeira e uma faxineira).
''O patrão só vai te valorizar se você mostrar isso para ele'', conta Rosimeri, que tem o ensino médio completo e fez curso de auxiliar de enfermagem. Ela já trabalhou em empresa, mas voltou para o trabalho doméstico. ''Sinto que nesse ambiente tenho muito mais autonomia'', conta.
O diferencial de Rosimeri é a vontade de estar sempre aprendendo coisas novas, seja na manutenção de roupas ou na cozinha. Recentemente, fez curso de salada funcional e alimenta o sonho de cursar gastronomia. ''Gosto do que faço e estou muito satisfeita. Só deixo a minha profissão para um dia ser chef de cozinha'', revela.
A patroa de Rosimeri, uma empresária que prefere não se identificar, diz que a funcionária atende com profissionalismo as necessidades da casa. ''Como trabalho o dia todo, tenho que ter alguém à altura para cuidar da casa, da alimentação dos meus filhos em horários diferenciados. Aos poucos, estou delegando a ela as compras e demais funções. Temos uma boa parceria'', diz. Quanto ao salário acima da média, ela justifica: ''Temos que valorizar (o bom funcionário). Se você tem condições de pagar, não há porque nivelar''. (G.M.)





