Curitiba Os governadores da Região Sul encaminharam ontem ao governo federal pedido de apoio para a finalização do gasoduto Uruguaiana-Porto Alegre, que transportará gás natural da Argentina para o Brasil. O combustível seria de 30% a 40% mais barato do que o gás que chega atualmente no País através da gasoduto Bolívia-Brasil.
O documento foi assinado durante reunião do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), realizado em Porto Alegre, e será encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Ministério de Minas e Energia. O investimento para o novo gasoduto, com capacidade para transportar 12 mil metros cúbicos de gás natural por dia, é de US$ 350 milhões. Desse total, US$ 43 milhões já foram realizados pela Empresa Transportadora Sul Brasileira de Gás (TSB), consórcio internacional formado pela Petrobras, Ipiranga, Repsol YPF, Total e Techint. O trecho a ser concluído tem 565 quilômetros.
O secretário-assistente do Codesul no Paraná, Santiago Martin Gallo, disse que o novo gasoduto é a melhor opção para o Estado. ''Todos os investimentos seriam bancados pela iniciativa privada e a obra estaria pronta em 30 meses'', defendeu. Para ele, o empreendimento também possibilitaria uma maior integração com os países do Mercosul.
O diretor-superintendente de Novos Negócios do Grupo Ipiranga, Valter Luiz Guimarães, que fez a apresentação do TSB na reunião do Codesul, disse que todas as licenças ambientais necessárias para a obra já foram obtidas. Segundo ele, para a TSB viabilizar a obra é necessário fazer a fusão das termelétricas Canoas e Termogaúcha. ''Essa termelétrica única precisa se encaixar no novo modelo energético para que o projeto dê certo'', explicou.
Na avaliação de Guimarães, o projeto do novo gasoduto ganhou força com o documento assinado ontem pelos governadores do Paraná, Roberto Requião (PMDB), do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), e de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB). ''Com o trecho que falta, ficaria completo um anel de gasoduto de 6 mil quilômetros interligando o Conesul. O governo federal já declarou que o conjunto de projetos (fusão das termelétricas e gasoduto) é considerado estratégico para o País, justamente por essa integração'', acrescentou.

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