Governadores estão num beco sem saída
Almir Rockembach formatou o programa de pagamento da dívida dos estados brasileiros apostando que os governadores irão abraçar a proposta de uma ''ação confederada''. Não se trata apenas de otimismo, garante, mas da constatação de que esses administradores estão num beco sem saída.
''No processo de renegociação da dívida pública, o governo federal obrigou que os governos estaduais transferissem para a União, na média nacional, 15% da receita tributária. Isso significou engessamento. Os governadores ficaram sem condições de atender demandas da sociedade, o que é extremamente grave'', avalia. O reflexo de tamanha impotência é sempre temido em épocas eleitorais, provocando uma corrida dos candidatos a reeleição para recuperar o tempo perdido no último ano de mandato.
''Temos 27 governadores que hoje não têm projeto nenhum, e que na falta de projetos não podem influenciar as bancadas regionais. Aí elas ficam à deriva, indo atrás de mensalinho, mensalão, sanguessuga, chupacabra. Se essas bancadas estiverem orientadas para um mesmo norte, vamos ter uma força política no Congresso Nacional suficiente para enfrentar a força dos financiadores da dívida pública'', confia o economista. (V.N.)





