Os governadores do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, de partidos diferentes, afinaram o discurso no que poderá ser um embate com o governo federal: separadamente, repudiaram a extensão do racionamento à região Sul. O governador paranaense, Jaime Lerner (PFL), chega a definir a possibilidade como ‘‘um crime’’. O gaúcho, Olívio Dutra (PT), diz que não aceitará ‘‘imposições’’. O catarinense, Esperidião Amin (PPB), diz que seria uma ‘‘insensatez’’.
O presidente do ONS (Operador Nacional do Sistema), Mário Santos, disse na última quinta-feira que um estudo a ser concluído até o dia 31 determinará se o Sul entrará no racionamento. O motivo seria a transmissão de sua energia excedente para o Sudeste. Hoje, o Sul transfere 1.600 MW de energia para o Sudeste. Esse número poderá passar a 2.600 MW.
Lerner disse que as punições ‘‘não criam vontade no povo de participar’’. Dutra (foto) lembrou os investimentos gaúchos em energia. ‘‘Fizemos os esforços que deveriam ser feitos. Não podemos ser penalizados com racionamentos.’’ Amin disse duvidar que ‘‘alguém vá propor, em uma instância responsável, o racionamento em uma região superavitária’’.

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