Agência Estado
De Salvador
Salvador sediará nesta sexta-feira uma reunião com os nove governadores do Nordeste, organizada pelo governador da Bahia, César Borges (PFL), para discutir os rumos da chamada guerra fiscal. O item principal da pauta será os mecanismos para diminuir as diferenças econômica e social entre os Estados nordestinos e o resto do Brasil.
Segundo Borges, o Nordeste está precisando de políticas específicas para atender as carências da população, ‘‘uma vez que essas desigualdades são facilmente comprovadas pelos índices sócio-econômicos’’. Além da guerra fiscal, os governadores tratarão da reforma tributária, Lei de Responsabilidade Fiscal, gestão dos Fundos Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e de Valorização do Magistério (Fundef), a continuidade dos programas de apoio ao pequeno produtor rural e desenvolvimento do turismo na região.
‘‘Coisa feia’’Em pronunciamento na tribuna do Senado, o senador Ramez Tebet (PMDB-MS) alertou ontem para a necessidade de interferência do governo federal na briga entre os Estados. ‘‘A coisa está ficando feia’’, disse Tebet. ‘‘O Senado deve buscar o equilíbrio e evitar que a briga vá para o Supremo Tribunal Federal (STF).’’ O senador Amir Lando (PMDB-RO) comparou a fase atual da disputa com ‘‘antesala da guerra de secessão’’.
Tebet afirma que, diante da falta de uma reforma tributária que ponha fim à guerra e de uma política nacional de desenvolvimento, ‘‘os Estados mais pobres devem buscar meios para lutarem por indústrias’’, sem retaliações dos mais ricos. Tebet fez, por isso, um apelo ao governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), para que não ‘‘exacerbe os ânimos’’ com novas medidas nesta guerra. ‘‘Ouvi palavras duras de Covas’’, declarou.

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