O governo argentino e sua equipe econômica respiraram aliviados ontem à tarde, depois que 13 dos 14 governadores do Partido Justicialista (também conhecido como ‘‘Peronista’’), da oposição, assinaram o acordo de apoio ao pacote econômico do presidente Fernando de la Rúa. As negociações, que haviam se arrastado por uma semana, colocaram o governo em xeque: se o acordo não fosse fechado, ficaria comprometida a ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI). Sem a ajuda, o país correria o risco de default. O Fundo cancelou a visita de uma missão técnica.
As negociações estiveram obstaculizadas pela exigência do governo federal em congelar o gasto das províncias e da União até o ano 2005. Os governadores concordavam em congelar os gastos, sempre que os desembolsos referentes à sa© úde, educação e segurança pública não fossem incluídos no congelamento.
Os lados chegaram a uma posição intermediária, com uma cláusula que estabelece que ‘‘diante de uma situação grave que implique na interrupção dos serviços de saúde ou educação, a província atingida poderá pedir o aumento de gastos à União’’. O governo também cedeu US$ 225 milhões a mais para programas sociais. O único governador que não assinou foi o da província de Santa Cruz.

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