Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) afirmou que, durante a sua gestão, o Porto de Paranaguá foi saneado e reorganizado. ''Como eu não privatizei, ele passou a ser objeto de ataques de todos os setores que querem dominá-lo'', disse.
''Era um porto graneleiro e hoje é um porto multicarga. Tinha uma receita cambial de US$ 4,2 bilhões por ano. Em 2005 atingiu US$ 9,1 bilhões e em 2006 vai para US$ 10 bilhões. É uma orquestração para desmoralizar o porto e privatizá-lo'', completou Requião, candidato à reeleição.
Sobre a companhia de dragagem, Requião afirmou que, quando assumiu o governo (em janeiro de 2003), eram pagos US$ 750 mil por mês pela dragagem. ''Mandei avaliar a draga e ela não valia mais que US$ 4 milhões. E trabalhava de três a cinco dias por mês. Era uma draga velha. Tentei comprar uma draga na Espanha e me disseram que o Ministério dos Transportes não permitia que os portos brasileiros operassem com dragas próprias. E essa coisa continua até hoje'', reclamou.
''Tínhamos empecilhos dos órgãos ambientais para fazermos a dragagem do porto. Agora conseguimos a licença e estamos fazendo uma dragagem emergencial para não ter o risco de interromper a navegação. Resolvi então montar uma companhia de dragagem, comprar uma draga para servir ao Porto de Paranaguá, Porto de Antonina e a outros portos brasileiros. Vamos escapar desse monopólio'', disse.
Na semana passada, em visita à Folha, o governador também comentou sobre as boas condições do porto de Paranaguá, destacando que o local já pode ser considerado o melhor porto do Brasil. ''O porto inteiro está iluminado, está muito bonito. O embaixador dos Estados Unidos quando esteve aqui, ficou todo fascinado e nos disse que o porto de Paranguá é o porto preferencial dos Estados Unidos'', completou. (Colaborou Fernanda Borges)

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