Google rebate proposta levada ao Congresso para pagar por notícias


NELSON DE SÁ
NELSON DE SÁ

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Google deve publicar nesta quinta (17) um novo questionamento à proposta de remuneração de veículos jornalísticos pelas plataformas, encaminhada um mês atrás ao Congresso por entidades de mídia como a ANJ (Associação Nacional de Jornais).

A empresa de tecnologia busca agora dar números para argumentar que não é relevante o que lucra com o conteúdo jornalístico.



Segundo o post do Google, no serviço de Busca no país, 1,5% das pesquisas são relacionadas a notícias. E o faturamento publicitário resultante, em 2019, foi de cerca de US$ 4 milhões ou, pelo câmbio atual, R$ 20 milhões. "De receita, não de lucro", sublinha o texto.

"A maior parte do nosso faturamento vem de pesquisas com intenções de compra -por exemplo, quando você quer comprar um 'tênis de corrida', digita essas palavras na Busca e depois clica em um anúncio."

No entender do Google, "portanto, não é correto afirmar que a maior parte da receita vem da exibição de anúncios em resultados de notícias na Busca". Registra ainda que a ferramenta Google Notícias, para pesquisa em sites jornalísticos, não tem anúncios.

A carta enviada há um mês pelas entidades de mídia, ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pedia a inclusão dos serviços de busca no projeto de lei das fake news, já aprovado no Senado. O relatório do PL na Câmara deve ser entregue pelo deputado Orlando Silva (PC do B-SP) nesta sexta (18).

No post programado para quinta, o Google também divulga que o montante que dedicou ao fundo emergencial para pequenas e médias Redações brasileiras, anunciado em abril, alcançou R$ 17 milhões, próximos dos R$ 20 milhões arrecadados com Busca de notícias em 2019.

O fundo procurou "ajudar a manter em funcionamento mais de 400 veículos" de pequeno porte distribuídos pelo país, "que tiveram suas receitas afetadas pela pandemia".

A plataforma detalha ainda que seu programa de licenciamento de conteúdo, previsto para o final do ano, já fechou parcerias com o portal UOL, os jornais Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Dia (Rio), Correio (Salvador), A Gazeta (Vitória) e Folha de Boa Vista, a rádio Jovem Pan e outros não especificados.

Previsto para o final do ano, o programa "pagará por conteúdo em uma nova experiência", dentro do Google Notícias. Os veículos da lista "estão entre os primeiros a aderir, ajudando no desenvolvimento do novo produto". Não divulgou valores.



Além do Brasil, o programa também já estaria adiantado na Alemanha, com parcerias fechadas com veículos como o jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung e a revista Der Spiegel.

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