São Paulo - A briga das marcas pelo clique do internauta chegou ao mundo dos aplicativos. O Google abriu em outubro a sua loja de aplicativos, o Google Play, para os anúncios no mundo todo. Só no Brasil cerca de 500 empresas já anunciaram na plataforma, como Walmart, OLX, 99 Taxis, TIM, Vivo e McDonald's.
A visão do Google é de que sua loja de aplicativos se tornou uma espécie de buscador de apps. Diante disso, as empresas e desenvolvedores de aplicativos teriam interesse em pagar para colocar seu app no topo do ranking. "As pesquisas mostram que cerca de 40% dos usuários descobrem novos apps na loja", disse o gerente de Produtos de Apps do Google na América Latina, Felipe Almeida.
O sistema de anúncios no Google Play é similar ao do buscador. Em vez do custo por clique, os donos dos aplicativos informam quanto querem pagar por download. O próprio Google direciona o app para os consumidores de acordo com o seu perfil de navegação no celular.
De acordo com Almeida, o Google usa múltiplos critérios para definir qual app vai para o topo da lista. "Um fator é o preço pago pela marca. Mas não é só isso. A classificação do aplicativo pelos usuários pesa muito. Um app cinco estrelas tende a ficar na frente de um que tem três", explica o executivo.
Almeida diz que o Google esperava atrair pequenas empresas e desenvolvedores de aplicativo, mas foi surpreendido com a demanda de grandes companhias. Para o e-commerce, o aplicativo é um canal de venda e fazer ele emplacar é estratégico. Mesmo sem vender nada pelo celular, diversas outras empresas investem em aplicativos para divulgar sua marca e como um espaço para estreitar o relacionamento com o consumidor, com dicas de moda ou culinária, por exemplo.
A disputa das marcas também ocorre na loja da Apple, a App Store, ícone para baixar os aplicativos no iPhone. Mas a Apple não vende anúncios. Para aparecer no topo da busca, o app tem de estar diretamente relacionado ao que o usuário procurou na App Store.

PREÇO

Almeida diz que o anúncio no Google Play custa entre 20% e 50% menos do que outras mídias online, como o Facebook e o próprio buscador do Google. No Brasil e fora, os anunciantes já manifestam essa percepção. "O custo é 70% menor do de outras mídias online e a conversão é alta", diz Gabriel de Bernardi, diretor de marketing do Skina, um aplicativo de classificados para pessoas que estão próximas, do mesmo grupo do OLX. "Testamos todos os recursos disponíveis para ganhar clientes e depois aumentamos o investimento nos que dão melhor retorno."

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