São Paulo - O diretor de Vendas e Marketing da Volkswagen, Paulo Sérgio Kakinoff, confirma que novas plataformas de carros médios dificilmente serão desenvolvidas no País. Ressalta, porém, que os investimentos nas atuais linhas serão mantidos, a exemplo da atual versão do Golf, que ganhará sobrevida com ampla reestilização que deve estar concluída em 2005.
O modelo, no entanto, deve perder seus maiores clientes externos, os Estados Unidos e o Canadá, que hoje compram metade da produção. Kakinoff aposta em outros mercados emergentes, pois o Brasil será o único a produzir a quarta geração do Golf, que em 2003 vendeu no País 15.239 unidades.
O executivo acredita que os investimentos serão concentrados em plataformas de veículos compactos que atendam ao mercado local e outras regiões.
''O novo modelo de negócio deve ser a produção de carros focados no consumidor brasileiro e em outros mercados, como o Leste Europeu, que tem perfil parecido ao nosso'', afirma o sócio-diretor da consultoria Roland Berger, Ingo Weiland.
A tendência, acrescenta ele, é das matrizes usarem suas filiais para desenvolver produtos específicos, casos do Fox, EcoSport e Celta. O foco mudou. Até pouco tempo, os carros considerados mundiais eram desenvolvimentos na Europa e Estados Unidos e adaptados no Brasil. ''Agora, as filiais brasileiras receberam autonomia para criar produtos que não podem ser desenvolvidos em Detroit, Turim ou Wolfsburg.''

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