Goldman Sachs, sócia, se credenciou a adviser
A Administração e Maximização de Crédito (AMC), nome fantasia da Rio Paraná Securitizadora de Crédito, empresa que comprou do Itaú os créditos para cobrança, tem como um dos sócios investidores o banco Goldman Sachs. O banco é o mesmo que, no ano passado, apresentou proposta para fazer a modelagem e definir o preço para a privatização do Banestado. Na época, a Goldman perdeu para o Banco Fator por uma diferença de sete pontos.
Os créditos que ficaram com o Banestado/Itaú foram vendidos para a AMC em janeiro deste ano. A empresa chegou a organizar uma reunião, em Curitiba, com os prestadores de serviços de crédito. A intenção era comunicar que a partir daquele momento, seria apenas a AMC credenciada a fazer as cobranças. Mas a reunião acabou não surtindo o efeito desejado no momento.
Tanto a AMC quanto o Itaú preferem adotar o silêncio quando o assunto é cobrar devedores. O diretor geral da AMC, Edemar Dalmazo, repetiu inúmeras vezes ontem à Folha que não poderia fornecer detalhes, nem mesmo informações mais genéricas sobre o trabalho que a empresa desenvolve e o estilo que adotará para tentar recuperar o dinheiro. Sequer quis confirmar se a Goldman Sachs pertencia ao grupo. Não estou autorizado a dizer quem são nossos parceiros, afirmou.
A informação foi obtida na própria Goldman Sachs em São Paulo. Somos todos domesmo grupo, disse uma das funcionárias. O Itaú também não forneceu informações sobre a carteira de créditos a receber. O procedimento é considerado normal entre os bancos comerciais. (C.M.)





