Imagem ilustrativa da imagem Gol retoma voos Londrina-Curitiba a partir de 1º de setembro
| Foto: Marcos Zanutto
Codel diz estar unida à OAB Londrina para sensibilizar as as companhias aéreas a retomar "muitos mais voos" na cidade



Depois de Londrina perder voos com destino a Curitiba e São Paulo (aeroporto de Guarulhos), a Gol anunciou ontem, por meio de uma nota da assessoria de imprensa, que vai retomar a partir de 1º de setembro a rota Londrina-Curitiba com a frequência de quatro voos semanais diretos – com saída de Londrina às segundas, terças, sextas e sábados às 4h50 e saída de Curitiba aos domingos, segundas, quintas e sextas às 22h05. Antes de a Gol descontinuar a rota entre as duas cidades em maio deste ano, a frequência diária era de dois voos Londrina-Curitiba e dois Curitiba-Londrina.
A Gol também vai retomar, na mesma data, voos para Curitiba partindo de Maringá (com quatro semanais), e partindo de Foz do Iguaçu, com dois voos semanais já a partir de 5 de agosto, aumentando para quatro a partir de 1º de setembro.
"Constantemente revisamos nossa malha para disponibilizar aos clientes as melhores opções de voos e horários. A retomada de frequências para o interior do Paraná é importante para atender a demanda da região e proporcionar ainda mais conveniência a todos que viajam conosco", comentou o gerente-executivo de Planejamento de Malha da Gol, Eduardo Wakami, na nota da assessoria de imprensa. Em março, quando anunciou o fim dos voos para Curitiba, a Gol havia alegado que a decisão foi reflexo da redução de 6% nas decolagens da companhia no primeiro semestre do ano.
Entidades ligadas ao comércio estão realizando reuniões com as companhias aéreas a fim de buscar a retomada dos voos perdidos em todo o Estado. No início do mês, a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap) se reuniu com o governador Beto Richa (PSDB) para discutir a questão, que também pode estar vinculada ao fim do incentivo estadual para o combustível de aeronaves. No ano passado, o governo elevou a alíquota de ICMS cobrada sobre a querosene de 7% para 16%.

Dificuldades
Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Cláudio Tedeschi, na reunião o governador se comprometeu a rever o aumento da alíquota se as companhias aéreas afirmarem que o aumento do imposto é um dos motivos para o estrangulamento da operação e assumirem o compromisso de retomar voos. "Vamos fazer reuniões com cada uma das companhias. Elas estão em dificuldades financeiras. De início, achávamos que era por causa do aumento do ICMS sobre o combustível, mas é em função também da demanda que caiu muito", disse o presidente da Acil.
"O que estamos tentando fazer é construir uma proposta junto com as companhias para chegar a algo concreto para apresentar ao governo do Estado. Não está fácil sensibilizá-las, mas estamos avançando", comentou Marco Tadeu Barbosa, vice-presidente da Faciap. "Há uma crise no setor e já temos um posicionamento que o ICMS sobre o combustível está causando impacto nas companhias", disse ele ainda. A retomada de voos pela Gol, na sua opinião, ainda é pouco. "Estão retomando voos mas ainda assim é menos do que se oferecia antes."
A presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Andréa Mondelli, afirmou que, em conjunto com a Acil, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e com o gabinete do prefeito está em contato com as companhias aéreas em um esforço para trazer os voos de volta para Londrina. "Os esforços são para que se retome muito mais que esses voos. Este foi só o pontapé inicial." Na visão de Arnaldo Falanca, presidente do Londrina Convention, o encerramento de rotas traz prejuízos para a cidade. "Londrina é uma cidade estratégica no Cone Sul. A indústria e as empresas de Londrina estão sofrendo muito com isso."

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