São Paulo- O lucro da Gol, segunda maior companhia aérea do Brasil, teve forte crescimento apesar da queda de um Boeing e do aumento de custos com o caos nos aeroportos observado desde o final do ano passado.
Pelos padrões contábeis brasileiros, a Gol teve lucro líquido de R$ 193 milhões no quatro trimestre do ano passado, quando a crise no sistema de controle de vôos brasileiros atingiu seu ápice. O resultado representa um crescimento de 27,7% sobre o mesmo período de 2005.
Nos 12 meses de 2006, a Gol teve um lucro de R$ 684 milhões, o que representa um crescimento de 61,2% sobre 2005.
A Gol admite que o caos nos aeroportos teve impacto sobre seu balanço, mas não cita a queda do Boeing que fazia o vôo 1907 ocorrida há quatro meses e que causou a morte de 154 pessoas.
A estimativa é de que a receita tenha registrado queda de R$ 150 milhões e os custos tenham crescido R$ 41 milhões devido ao cancelamento de vôos e à perda de passageiros.

Comissões- O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior, informou ontem que a empresa manterá a política de redução das comissões pagas aos agentes de viagem, apesar do boicote realizado por representantes do setor em todo o Brasil para reverter a decisão. Desde janeiro a empresa baixou a comissão de 10% para 7% nos vôos nacionais e de 9% para 6% nos vôos internacionais.

mockup