Gol é alvo de 39% das reclamações dos consumidores
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sexta-feira, 22 de maio de 2009
Alberto Komatsu<br> Agência Estado 
Rio de Janeiro - A Gol foi a empresa que mais recebeu reclamações de passageiros no período de 1º de maio de 2008 a 30 de abril deste ano, com 39,11% do total de queixas contra empresas aéreas. Isso é o que mostra um levantamento do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), que consolidou dados dos Procons de 23 Estados, mais o Distrito Federal. A pesquisa abordou consumidores de 100 municípios.
De acordo com o levantamento, a TAM foi a segunda empresa que mais recebeu reclamações, com 30,45%. A Varig, integrada à Gol desde meados de outubro do ano passado, ficou na terceira colocação, com 15,30% das queixas. A OceanAir, por sua vez, teve 4,33% do total.
''A gente tem preocupações com o fato de ter duas empresas que dominam grande parte do mercado. A gente quer sempre trazer para a questão regulatória a importância de se discutir a proteção do consumidor. Isso decorre desse dever do Estado e de todos os órgãos que fazem parte do Estado de proteger e defender os consumidores. Esse é o nosso dever constitucional'', afirmou o coordenador geral de assuntos jurídicos do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), Amaury Martins de Oliva.
O DPDC é um órgão da Secretaria de Direito Econômico (SDE), que por sua vez é subordinada ao Ministério da Justiça. O levantamento do volume de reclamações foi apresentado esta semana por Oliva, que participou do seminário ''Regulação do Setor de Transporte Aéreo - Estado da Arte, Tendências e Visão Futura'', organizado pela Associação Brasileira de Agências de Regulação (Abar), no Rio de Janeiro.
Pelo levantamento, os principais problemas relatados pelos passageiros entre todas as empresas aéreas foram: cobrança indevida ou abusiva (20,78%); problemas com contrato (17,03%); problemas com central de atendimento (10,68%); serviço não fornecido (7,36%) e dúvida sobre cobrança ou valor (6,49%). A Gol e a TAM foram procuradas, mas não retornaram até o fechamento desta nota.


