Gol depende de vaga em Congonhas para operar em Londrina
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quinta-feira, 31 de outubro de 2002
Benê Bianchi<BR>Reportagem Local 
Ainda não tem data prevista, mas a Gol Transportes Aéreos tem interesse em iniciar operações no Aeroporto de Londrina. Ontem, uma comissão formada por representantes da Infraero e políticos se reuniram com diretores da empresa, em São Paulo, para discutir a possibilidade.
Após a reunião, o representante da Câmara presente à reunião, vereador Roberto Kanashiro (PSBD), informou à Folha, por telefone, que o encontro foi muito produtivo, mas é necessário resolver alguns problemas para avançar nas negociações. O maior empecilho é a saturação do aeroporto de Congonhas, uma vez que a Gol quer operar dois vôos diários no trajeto Londrina-São Paulo.
O deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), também presente à reunião, disse que a Gol precisaria de slots (cada slot corresponde a um pouso ou uma decolagem) no aeroporto de Congonhas para implantar novos vôos. Esses slots estariam nas mãos da Rio Sul e TAM que, embora tenham cancelado vários de seus vôos entre Londrina e São Paulo, não dispuseram das ''vagas'' no aeroporto de Congonhas.
Hauly informou que se reunirá com o Departamento de Aviação Civil (DAC) na próxima semana. Segundo ele, há informações da existência de uma legislação que cancela, automaticamente, o direito das companhias aéreas a linhas que não estiverem sendo operadas há mais de 30 dias.
Além de Kanashiro e Hauly, participaram da reunião o vereador Henrique Barros (PDT); o presidente do Bureau de Londrina, Bruno Veronesi; o secretário de obras do município, Aloysio Crescentini de Freitas; e os funcionários da Infraero de Londrina, a superintendente Rosemayre Malhorquim Ferreira Costa; Lauri Haabe e George de Paula Freitas. Eles foram recebidos pelo vice-presidente de marketing e serviços da Gol, Tarcísio Gargioni; e pelo gerente geral de estruturas e aeroportos da empresa, Valter José Zonatto. A Folha tentou contato com a empresa mas foi informada, por meio de sua assessoria de imprensa, que por enquanto a direção não tem nada a dizer.


