Gol amplia frota e ameaça chegar perto da Transbrasil
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quarta-feira, 01 de agosto de 2001
Agência Estado<BR>Do Rio 
A novata empresa aérea Gol, que entrou no mercado de aviação em janeiro deste ano, chegou ao fim do primeiro semestre com metade do tamanho de mercado da Transbrasil no País, que começou a voar em 1956 com o nome de Sadia Transportes Aéreos. Em junho, a Gol, companhia do empresário Nenê Constantino, teve 5,08% do tráfego doméstico. Já a empresa fundada por Omar Fontana, 10,4%.
Os movimentos parecem opostos. Enquanto a Gol receberá o oitavo Boeing 737-700 semana que vem e o nono no mês seguinte, a Transbrasil, que em maio operava 14 aeronaves, voa hoje com nove jatos. Acredita-se que a jovem empresa poderá reduzir ainda mais a distância que a separa da Transbrasil nos próximos meses. Terá, contudo, de vencer o desafio de voar, agora, em períodos sem férias ou feriados prolongados.
Acho que o período de agosto a novembro será decisivo para se fazer um julgamento final, diz o consultor Paulo Bittencourt Sampaio, um dos responsáveis pelos estudos para a criação do transporte aéreo regional no País. A análise é de que, até agora, a Gol, que tem buscado cobrar 35% a menos que as concorrentes, brilhou intensamente em períodos marcados por tempo livre para viagens de turismo.
No mês passado, a companhia bateu novo recorde de movimento: transportou acima de 200 mil passageiros, com pelo menos 70% dos assentos dos jatos ocupados. Até dezembro, contudo, o quadro será diferente. A perspectiva não preocupa tanto os acionistas da Gol.


