GM volta atrás em 600 demissões
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quinta-feira, 24 de julho de 2003
Fabiana Futema<br> Agência Folha 
São Paulo A General Motors do Brasil vai manter no sistema de lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho) 600 funcionários da unidade de São José dos Campos (interior de SP). O acordo reverte as 450 demissões efetivadas e outras 150 suspensas pela montadora no começo da semana.
Os 600 funcionários que serão afastados do trabalho não serão necessariamente os demitidos e os que estavam na lista de corte, segundo o sindicato.
O sistema de lay-off foi negociado ontem entre a montadora e o sindicato dos metalúrgicos local numa reunião que durou 16 horas.
Pelo acordo - aprovado ontem em assembléia realizada na porta da fábrica -, os afastados receberão 90% de seus salários no primeiro mês de vigor do lay-off. Do segundo ao quinto mês de afastamento, os trabalhadores receberão 80% de seus rendimentos.
Segundo o sindicato, a remuneração dos operários afastados poderá chegar a 98% (1º mês) e 88% nos demais, pois será adicionado ao pagamento do vale-transporte.
O sistema de lay-off entra em vigor no dia 4 de agosto. A GM garantirá o emprego de todos os 8.000 funcionários de São José enquanto durar o sistema, segundo o sindicato. A montadora não confirmou a informação.
''A empresa se comprometeu a garantir o emprego de todos os trabalhadores. No caso dos afastados, será cobrada uma multa de três salários se eles forem demitidos até três meses depois do retorno ao trabalho'', disse o presidente do sindicato, Luiz Carlos Prates.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, disse que a proposta da GM sinaliza que a empresa acredita na recuperação da economia e elevação das vendas de carros. ''A GM só propôs um lay-off pagando até 90% dos salários porque acredita que lá na frente (depois dos cinco meses) vai precisar novamente de todos os funcionários'', disse ele.


