O mercado aquecido, a estabilidade econômica, a oferta de crédito com juros mais baixos e prazo de pagamento mais alongado. Esses fatores compõem o cenário considerado ''promissor'' por diretores da General Motors do Brasil para a comercialização de carros novos e autopeças. A avaliação foi feita durante visita a Londrina, onde estiveram para participar da entrega de premiação à concessionária local.
O diretor geral de operações de pós vendas, Luiz Carlos Lacreta, e o diretor de vendas para a Região Sul, Frederico Themoteo Júnior, avaliam que o mercado de veículos deve continuar num bom momento nesse ano, possibilitando inclusive a quebra de recordes.
As previsões mais otimistas para 2007 apontam a venda de até 2,2 milhões de unidades no País, superando em 300 mil o número atingido no ano passado. Somando exportações, esse número pode subir para 2,7 milhões. No ano passado, foram comercializadas 1,9 milhão de unidades no mercado interno.
Historicamente, o melhor mês para as vendas é dezembro. Nos primeiros quatro meses de 2007, os níveis de comercialização são comparáveis ao do melhor período do ano.
Lacreta avalia que um dos principais fatores que contribuíram com o aquecimento do mercado é a estabilidade da economia. ''A pessoa se sente mais segura no emprego e pode fazer frente a esse tipo de crédito (mais alongado)'', especifica. A estimativa é que 70% das vendas de carros no País sejam feitas a prazo. Já as exportações encontram dificuldade por causa da taxa de câmbio, que impede que o produto brasileiro seja mais atraente para os mercados estrangeiros.
O diretor de vendas para a Região Sul, Frederico Themoteo Júnior, lembra que o mercado brasileiro teve um pico de vendas em 1997, ainda como reflexo da implantação do Plano Real e da demanda reprimida que existia anteriormente.
Após essa euforia, por uma sucessão de crises externas, entre outros fatores, o mercado foi desacelerando e caiu de R$ 2 milhões em 2007 para R$ 1,3 milhão em 1999. Desde 2000, o mercado vem crescendo, atingindo picos em 2006 e 2007. A previsão da GM é de aumento de 10% nas vendas em relação ao ano passado, que já foi recorde com quase 410 mil unidades comercializadas.
Segundo Themoteo, se essa tendência for confirmada, a GM do Brasil vai tornar-se o terceiro mercado da empresa no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e China. ''Essas previsões, é lógico, estão amarradas não só ao desempenho da nossa economia, mas principalmente à economia norte-anericana'', diz.
De acordo com Luiz Carlos Lacreta, a previsão de chegada de montadoras chinesas no Brasil é motivo de preocupação, como a presença de ''qualquer outro concorrente.'' ''O que preocupa é se eles tiverem habilidade de vir com produtos realmente com preço baixo e já provaram que têm condições de fazer isso em diversos segmentos, de eletrônicos a calçados e roupas'', avalia. A receita para as empresas brasileiras sobrevivem é reduzir custos, com o uso de novos materiais, por exemplo.

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