GM vai aumentar sua produção em 44%
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sexta-feira, 17 de abril de 1998
Agência Estado 
A partir do final do próximo ano, a General Motors elevará a produção de veículos no Mercosul em 44%. Trata-se do mais elevado crescimento previsto entre as regiões emergentes nas quais a maior montadora do mundo decidiu investir pesado. Na véspera de completar um ano de Brasil, o presidente da General Motors do Brasil, Frederick Henderson, concedeu à Agência Estado a sua primeira entrevista para a imprensa diária. Ele disse que acredita na capacidade de o Brasil dobrar a frota e passar da atual média de nove habitantes por veículo para quatro ou cinco, como é na Argentina. Mas o aumento da demanda, assegura, depende do financiamento barato dos carros.
O custo real dos juros é muito alto, destaca Henderson, o executivo que já foi vice-presidente de finanças da General Motors nos Estados Unidos. Ele foi deslocado para o Brasil para cuidar dos negócios da subsidiária que representa o terceiro maior faturamento do grupo. As vendas no Brasil renderam no ano passado algo próximo de US$ 9 bilhões (o número oficial ainda não foi concluído).
Quando o presidente da General Motors do Brasil fala em promover o financiamento barato como forma de permitir que mais brasileiros possam entrar no mercado de carros ele remete a expectativa num futuro, que não precisa ser imediato. Para o executivo, isso só deverá aparecer depois que o governo promover todas as reformas que precisa, incluindo a tributária.
A partir daí, com a segurança de poder baixar as taxas de juros, o País estará economicamente protegido para desenvolver uma política favorável a financiamentos baratos e de prazos longos. Mas o executivo que comanda os negócios da General Motors no Brasil garante que a companhia não vai esperar pelas reformas. Temos que cuidar de baixar os custos pelos nossos próprios meios, afirma. Para ser bem-sucedido é preciso cuidar dos custos a toda hora, completa.


