O presidente da General Motors do Brasil, Frederic Fritz Henderson, previu ontem que o mercado de veículos em 1999 ficará entre 1,4 milhão e 1,7 milhão de unidades. ‘‘Estamos fazendo dois cenários - 1,4 milhão é para o mais conservador e 1,7 para o mais otimista’’, disse. Para o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto, este ano o mercado deverá ficar entre 1,45 milhão e 1,5 milhão.
Segundo Henderson, a declaração do presidente Fernando Henrique Cardoso, de que a derrota do governo na questão dos servidores poderá levar a uma desaceleração da redução da taxa de juros, é ruim para a indústria. ‘‘Isso não é bom, mas na mesma semana tivemos a notícia da liberação de recursos do FMI para o Brasil’’, completou.
O mercado começou a reagir. A venda de carros no varejo em novembro cresceu pouco mais de 2% na comparação com outubro. Segundo Pinheiro, o resultado é sinal de queda de juros e pagamento da primeira parcela do 13º salário.
Para ele, o mercado começará a se recuperar com mais força a partir do segundo semestre do próximo ano, estimulado sobretudo pelo programa de renovação da frota.
Segundo Henderson, o nível de estoque da General Motors caiu 20% em novembro e a montadora fechou o mês com 23,5% das vendas, a sua melhor marca este ano. Ele disse que as férias coletivas ajudaram a baixar os estoques e as promoções foram responsáveis pelo aumento das vendas.

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