SÃO PAULO - O presidente da General Motors do Brasil, Mark Hogan, disse que o aumento da alíquota de importação de autopeças de 2% para 4,8% vai provocar uma elevação de custo de 2% a 3% nos veículos produzidos pela montadora. ‘‘Mas esse aumento de custo não será repassado para nossos clientes’’, disse Hogan. Ele ponderou que a empresa está decidida a absorver esta elevação com ganhos de competitividade.
‘‘Queríamos ficar com a lei antiga, mas já que ocorreu esta mudança vamos buscar competitividade junto com os fornecedores’’, observou. Hogan explicou que essa alteração não influencia a programação de importações da empresa. A GM, segundo ele, está importando apenas componentes que não são produzidos no Brasil. A empresa, acrescenta, está fazendo um esforço para atrair para o Brasil fornecedores mundiais da montadora. ‘‘Os fabricantes mundiais de autopeças também vão chegar aqui atraídos por este mercado que é o quinto maior do mundo’’, argumentou.
A GM planeja investir US$ 600 milhões ao ano no Brasil e US$ 100 milhões na Argentina, também por ano, até o final da década. O Brasil, com sua rede de concessionárias, é quem vai puxar mais o crescimento do mercado na América Latina, segundo previsão de Hogan.

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